sexta-feira, 21 de junho de 2013

Utilidade pública: Vagas de emprego em Jaú

AJUDANTE-GERAL PARA - área de serralheria (dobra, furo, corte, solda e pintura a revólver). Tratar na Rua Rodolfo Alexandre Martinelli, 140 - Orlando Ometto, munidos de currículo.

MOTORISTA - com prática para transportar equipamentos de musculação. Tratar Rua Rodolpho Alexandre Martineli, 140, Jd. Orlando Ometto, munidos de currículos e carta de boa conduta.

EMPRESA CONTRATA - Modelista de CAD.-Mecânico de manutenção. -Profissional para cuidar de distribuição de salto, sola, facheta e palmilhas (tanto entrada quanto saída de materiais), necessário habilitação. Levar currículo para jornal Comércio do JaHu sigla MTC.

PRECISA-SE - auxiliar para consultório odontológico com experiência. Levar currículo para jornal Comércio do JaHu sob a sigla UNI.

METALÚRGICA PROCURA - banca (remanche, strass e pinos). Rua Albino Busnardo, 198 ou pelo fone 7811-5992.

EMPRESA CONTRATA - operador (a) de banho e serviços-gerais. Levar currículos na Avenida Isaltino do Amaral Carvalho, 1.790.

EMPRESA CONTRATA - soldador (a) de enfeites para calçados. Levar currículos na Rua Sampaio Bueno, 634.

EMPRESA DE PRODUTO - ortopédico contrata vendedores (as) internos para vendas por telefone, (televendas). Enviar currículo para o e-mail vendas@procorpus.ind.br

DIVULGADOR (A) - externo, promotor (a) de vendas com CNH A/B. Enviar currículo para gestor.rh@hotmail.com com a sigla JAU.

DOMÉSTICA - para trabalhar em residência no Cond. Primavera de segunda a sábado. Interessadas com referência tratar pelo fone 3624-6687.

FAXINEIRA/DIARISTA - para prestadora de serviços. Currículos para rhjau123@live.com

VENDEDOR (A) EXTERNO - para segmento de produtos para higienização profissional. Indispensável veículo próprio para viagens (moto/carro). Currículos para rhjau123@live.com

EMPRESA CONTRATA - Gerente industrial para fábrica de calçados femininos e operador (a) de caldeira, todas funções com experiência comprovada. Enviar currículos para o e-mail rodrigo_labela@hotmail.com

EMPRESA CONCEITUADA - no ramo de metais contrata representante comercial ou vendedor (a) externo, com experiência na função. Currículos para sac@eloimfivelas.com

PRECISA-SE - Banca de solda para enfeites de calçados. Fone: 9770-8729.

CONTRATA-SE - divulgador interno e pesquisador de rua com CNH A/B. Enviar currículos com a sigla Jaú para o e-mail gestor.rh@hotmail.com

INDÚSTRIA METALÚRGICA - contrata estagiários (as) para as áreas de logística, PCP e T.I. Interessados enviar currículo para vagasmetalurgica.rh@hotmail.com com pretensão salarial. Colocar a vaga pretendida no assunto.

COZINHEIRO (A) - para período noturno, com experiência. Levar currículos para jornal Comércio do JaHu sob a sigla BN.

EMPRESA DE CALÇADOS - contrata auxiliar de limpeza e revisor (a) de qualidade. Enviar currículo para o e-mail elo_vito@hotmail.com

REVENDEDOR (A) DE - lingerie. Fone: 3621-8733.

ELOIM METAIS - contrata designer/modelista de peças soldadas que saiba vulcanização da borracha com experiência no ramo. Salário comp. com o mercado. E-mail para sac@eloimfivelas.com

CONTRATA-SE - doméstica (cozinhar, lavar e passar) com experiência e referência, paga-se bem. Levar currículo para jornal Comércio do JaHu sob a sigla DOMÉSTICA.

CONTRATA-SE - vendedor (a) de móveis, decoração e projetista com experiência. Enviar currículos para o e-mail srkil@hotmail.com

EMPRESA CONTRATA - design gráfico com experiência em Corel, ilustrator, photoshop. Currículos para o e-mail rh2013selecao@gmail.com

CANTINHO DA COSTURA - contrata passadeira com prática. 3622-4283 / 3626-4960.

CONTRATA-SE PESSOA - com experiência em informática para dar aulas para crianças, adolescentes e manutenção dos computadores. Currículos para vagasjau@hotmail.com

AUXILIAR CONTÁBIL - com prática. Entregar currículo para jornal Comércio do JaHu sob a sigla AUXCONT.

EMPRESA ADMITE - funcionário (a) dinâmico para auxiliar administrativo. Levar currículo para jornal Comércio do JaHu sob a sigla AUXF pelo e-mail rh@centralplastembalagens.com.br ou pelo fone: 3411-1600.

VENDEDOR (A) - interno com exper. em componetes para calçados e operador (a) de telemarketing. Levar currículo para jornal Comércio do JaHu sob a sigla LT.

REVENDA LINGERIE - no atacado a preço de fábrica, ganho de até 100%. Corpo a Corpo lingerie. Facebook: corpo.acorpo.1. Fones: 9146-4801 / 3644-8391.
 
Fonte: Edição de 21/06 - jornal Comércio do Jahu
 

Novo protesto vai abraçar o prédio da prefeitura


A organização da manifestação Vem Pra Rua Jaú, acaba de anunciar as novas coordenadas para o próximo protesto na cidade. Com a pauta voltada à causas locais a saída será às 18h30 no Parque do Rio Jaú e seguirá pela Avenida Doutor Quinzinho, passando pela Rotatória do Zumbi sentido Beco, de onde deve seguir pela Marechal Bittencourt até a Prefeitura. No local os manifestantes vão promover um abraço simbólico ao prédio da prefeitura.
 
Na pauta da organização estão três frentes. A primeira é a diminuição imediata dos salários do Prefeito, vereadores e primeiro escalão; redução imediata da tarifa de ônibus para R$2,00 e melhorias em caráter imediato ao atendimento emergencial de saúde no município. O que engloba os postos de saúde, policlinica e a abertura do Pronto Socorro Municipal.

Segundo fontes confidenciais, os vereadores já se mobilizam para cancelar a sessão na segunda-feira (21) por motivos de segurança. Mesmo com a alegação de que o protesto será pacífico.

Fonte: Página oficial do evento no Facebook

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Cinco mil marcham pela cidadania em Jaú


Um show de cidadania! Acho que é a frase que melhor define o protesto Vem pra rua Jaú - O Manifesto das Insatisfações. Segundo a organização e o Corpo de Bombeiros foram cerca de 5 mil pessoas que formaram a multidão que saiu do Beco e foi até a Av. Anna Claudina, cerca de oito quilômetros de caminhada íngreme. Todos aguentaram firme e foram até o fim do percurso até a dispersão, onde se comprometeram a ir na nova manifestação.
 
Idosos, portadores de deficiência, crianças, jovens e mulheres abraçaram juntos a causa de todo o país e tomaram as ruas da cidade naquele que ficará marcado como a maior manifestação da história recente de Jaú. O Manifesto das Insatisfações, como foi chamado pelos organizadores, convocou a população para levar suas reivindicações em âmbito nacional, estadual e municipal.

No final a organização recebeu elogios dos órgãos de imprensa e dos policiais do 27º Batalhão da Polícia Militar pela forma como o movimento foi conduzido. Até o início da noite eram cerca de seis mil pessoas confirmadas na página do evento no Facebook, e contrariando as expectativas da organização a grande maioria de fato foi. O que marca uma nova era na política nacional, a era em que o cidadão não irá mais aceitar calado os desmandos e falcatruas dos governos federal, estadual e municipal.

O que não faltou são cenas curiosas proporcionadas por pessoas ligadas à políticos. Um grupo de manifestantes bastante conhecido nas campanhas do ex-prefeito Osvaldo Franceschi Júnior, tentava a todo instante tomar a frente do evento para aparecer na foto com uma faixa de ataque à situação. Pessoas provavelmente ligadas ao atual prefeito, Rafael Agostini, agiram rapidamente para evitar que manifestantes se aproximassem do Paço Municipal, no Centro. 

Na Avenida Anna Claudina, a manifestação se dispersou um pouco quando um grupo foi induzido a protestar na frente de um hotel pertencente à família do prefeito. No entanto não houve animosidades nem desentendimentos entre os fiéis defensores dos políticos. Dentre os vereadores que seguiram uma parte do trajeto estão o vereador Lucas Flores(PT), que fez questão de postar fotos em seu perfil no Facebook e o vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB) que foi visto somente no Jardim de Baixo.
 
Que venha a próxima
Segundo os organizadores do movimento #VempraruaJaú será marcado um novo protesto. Desta vez o alvo será as ações e omissões do poder público jauense em específico. Temas como a tarifa de ônibus, o contrato da empresa responsável pelo transporte público, o salário dos vereadores e do prefeito, são possíveis pautas para o próximo protesto. A organização deve divulgar as novas informações nas próximas horas, mas já se sabe do interesse em realizar a manifestação na frente da Câmara Municipal de Jaú.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Protesto em Jaú ocorre na quinta-feira


Ontem pela noite fui procurado por um grupo de pessoas que estavam tentando idealizar uma manifestação em Jaú. Pois bem, entrei no grupo e confesso que achei uma grande zona. Boa parte ali nem acompanha a política na nossa cidade, nem imagina que todos os veículos de comunicação (jornais, rádios, revistas e TV) são geridos por políticos e pessoas diretamente interessadas em manobras políticas. O pessoal nem sabia quais são os maiores problemas da política local e quais deles nos atingem diretamente.
Deu raiva de ver uma enquete para escolher qual seria o motivo do protesto. Para mim, ser politizado é a exigência número um para viver em uma cidade que ainda está no século XIX, do ponto de vista político. Problemas aqui não faltam, corrupção também, mal uso do dinheiro público também, injustiça e omissão idem. Hoje pensei melhor e acho que o que deve ser feito mesmo é ir pra rua e cada um protestar por aquilo que te revolta.
Bom, para quem estava querendo saber se em Jaú vai ter protesto. Vai sim! Vai ser no Jardim de Baixo, na quinta-feira às 17h (a concentração ocorre no Beco, na frente do Ginásio Dr. Neves). O protesto vai ser pacífico e segundo minhas fontes ligadas à organização a Polícia Militar vai acompanhar de perto. O único jeito de a Tropa de Choque entrar é se a CPFL for (a mesma praçaa... rsrs), pois em Jaú acho que ainda não temos um batalhão. Nem precisa né, o povo aqui não é chegado nas vias de fato, só a fofoquinha já é o suficiente para agredir alguém.
Os Filhos Duma Pauta com certeza estarão lá para registrar e cobrir o protesto. E se esse protesto for um fiasco, com certeza nós daremos ênfase a isso aqui. Eu espero que cause o  impacto nos políticos “Barnabés” de nossa cidade. Isso é muito importante! Mas o mais importante é mostrar que nós, interioranos estamos juntos com o resto do Brasil nessa bagaça. #BrasilAcordou

Expo(eira) Jaú 2013: grandes atrações e nenhuma da região

Agora sem rodeios! Nesta semana foi noticiada oficialmente que a Expojaú 2013 está garantida pela organização. A grata novidade desta vez, é a não participação de dinheiro da Prefeitura de Jaú na contratação de atrações. O que mostra uma atitude sensata do governo em tempos de vacas magras. A super hiper mega feira que movimenta milhões de reais (nos bolsos de meia duzia) vai contar o seguinte line-up:

Dia 10/8 – Bruninho e Davi

Dia 13/8 – Lucas Lucco
Dia 14/8 – Michel Teló

Dia 16/8 – Encontro de Gerações, com Raça Negra e Pixote
Dia 17/8 – Milionário e José Rico

Preço? Indefinido, estão pensando numa forma de fazer você gastar muito sem perceber! No entanto, embora o não envolvimento de verbas públicas em uma festa que já teve dias melhores, a notícia ruim está na não participação de nenhuma atração de Jaú e região no line-up dos principais shows. Tudo bem, acredito que ainda nõ tenham fechado todas as atrações. Mas a medir pela quantidade de músicas, bandas, duplas, grupos e DJ´s na cidade. Deveria haver algum critério para que um dia fosse destinado ao incentivo aos artistas locais.

Até o momento nenhuma atração artística MADE IN JAÚ. Me recuso a acreditar que mesmo com tantos talentos musicais aqui, ninguém ali deve ser bom o suficiente para se apresentar na sucursal de Barretos em Jaú. O que nos resta é comer cocada e docinho. A dica é ir no Simão que as guloseimas são mais baratas. E a Cultura em Jaú ainda se limita ao Museu, Jardim de Baixo e algumas casas de show de fim de semana. Teatro caro, o Cinema uma bosta, as bandas e músicos não tem espaço e quem trabalha sério com música tem que tocar por merreca e cerveja.

domingo, 16 de junho de 2013

Sobre a onda de protestos e politização

 

Sou contra a violência e vandalismo, mas se essa é a única forma de ser notado por um governo ausente e injusto, é o que tem que ser feito. Boa parte dos transtornos que temos no nosso cotidiano advém de falhas/omissões/injustiças das autoridades. Não estou dizendo que nós não s...omos responsáveis pelas nossas dificuldades da vida, mas boa parte da produtividade do trabalhador brasileiro é afetada por transtornos no trânsito, saúde, falta de educação, transporte caro e sem qualidade, além da violência e do crime organizado.


Tudo isso tem raiz na falta de educação ou na educação precária de um modelo comprovadamente falido. Creio que só temos duas armas: o voto e os protestos. Acredito que esses protestos serão de grande valia para a politização das pessoas e para diminuir a falta de comprometimento de nosso povo para com seus deveres e direitos de cidadão.

Acho que as pessoas precisam rever os conceitos sobre o que é, de fato, a violência. Afinal a exclusão social também é um tipo de violência, desemprego, falta de acesso aos mecanismos de cultura, educação e imprensa isenta. A maior violência é a falta de foco do governo nas reais prioridades da sociedade. Acredito que isso vai mudar, acredito que estamos iniciando um tempo conturbado mas que trará bons frutos. Politize-se, informe-se, senso crítico e muito estudo mudarão o país! #BrasilAcordou

Giovanni Perlati

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Rodeio em Jaú: arena ou churrasco?

Esse é o argumento de quem foi contrário ao projeto que veta os rodeios em Jaú! A maioria dos legisladores votou a favor do projeto de lei que extingue a prática de rodeios em Jaú. A segunda discussão ocorreu na última sessão ordinária da casa legislativa, nesta segunda-feira (10) e teve apenas dois votos contrários ao projeto, Fernando Henrique da Silva (PT) e Ronaldo Formigão (DEM) respectivamente. Agora o projeto deve ser encaminhado ao prefeito Rafael Lunardelli Agostini (PT) para ser sancionado.
 
A surpresa da votação ficou, justamente, por conta dos dois votos contrários. Formigão que havia votado a favor na primeira votação parece ter cedido às pressões externas e voltou atrás. O legislador evitou argumentar durante a fala e exibiu um vídeo retirado do You Tube onde um peão, um criador de bois de rodeio e um veterinário, atestam que os rodeios não produzem sofrimento aos animais. Só faltou a palavra do boi. Fernandão não se pronunciou, apenas defendeu seu voto contrário sem se manifestar ou argumentar.

 
O autor do projeto Charles Sangiorgi Sartori (PMDB) defendeu novamente a causa e leu dois pareceres de especialistas em veterinária e zootecnia, que atestam que o uso de alguns instrumentos do rodeio induz o animal à dor e sofrimento. O vereador também usou de um vídeo produzido pela Associação Protetora dos Animais de Jaú (Apaja). No conteúdo vídeos chocantes com animais sendo maltratados na arena, animais lesionados, cansados, machucados e um cavalo que teve as vísceras expostas graças ao uso do sédem, um instrumento que envolve a virilha do animal.

 
Um pequeno grupo de simpatizantes da causa animal compareceu ao plenário com cartazes e fizeram um protesto silencioso em alusão à tortura dos animais envolvidos nos rodeios. A cada argumento favorável à causa, os integrantes tremulavam as mãos em sinal de aplauso silencioso. Alguns expectadores populares debochavam, tanto dos protestos, quanto das palavras que enfatizavam os votos dos vereadores.  A pergunta repetida silenciosamente por eles era: “Preferem na arena ou no churrasco?”

 
Aliás, essa pergunta foi um dos argumentos de Formigão, obviamente, não neste tom debochado. Antes da votação o democrata mostrou preocupação com a destinação dos animais. “Se proibir esses rodeios no Brasil todo, para onde vão estes animais? Vocês não têm o rodeio, mas vocês permitem que estes animais vão para o matadouro. Ao invés do rodeio, a morte.”

De fonte suja: Sinais de abandono

Hoje o texto promete ser curto. Vamos falar sobre a recém-reformada Praça Siqueira Campos, localizada na frente da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio, no centro de Jaú. Sim, aquela que levou quase dois anos para ser reformada, que gerou o caos no trânsito na área central da cidade e que foi um dos estopins da gestão do ex-prefeito Osvaldo Franceschi Júnior (PV), que não conseguiu nem participar da reinauguração porque a obra foi entregue durante a fatídica corrida eleitoral de 2012.
Duas coisas para tentar sintetizar o problema. A primeira é que além do tempo e dos transtornos para entregar a obra, a reforma na praça (que por sinal ficou muito bonita) custou aproximadamente R$2 milhões. Segundo publicação no site JauNews (01/07/2011), na ocasião o Departamento de Comunicação da Prefeitura informou a imprensa que o custo da obra era de R$ 774.948,99, mas de acordo com apuração do jornalista José Henrique Teixeira os valores chegam a quase R$2 milhões, sendo R$ 975 mil do Ministério do Turismo e uma contrapartida de R$ 1.005.000,00 da própria Prefeitura.
Citei os valores para poder dar fundamento ao meu questionamento. Afinal de contas a praça foi entregue a menos de um ano e já tem os primeiros sinais de abandono. Me lembro nos últimos dias de 2012, quando eu passei pela praça pela primeira vez para checar a obra, logo após o Natal, vi funcionários da Prefeitura mexendo na caixa de eletricidade. Depois deste dia vi por várias vezes nos jornais locais, as reclamações sobre falhas no funcionamento da fonte. Pois bem, parece que aquilo passou a fazer sentido agora.
No final de semana passado eu tive que passar pela praça novamente e me deparei com cena que vocês estão vendo na foto. A fonte com as bombas desligadas e cheia lodo e lixo. Duas coisas estão obvias: uma é fonte está quebrada e a outra é que não há mais limpeza ou um vigia para evitar a degradação do local. Trocando em miúdos o local está abandonado. Quase R$2 milhões investidos, quase dois anos de demora e agora um dos cartões postais de Jaú está assim. É hora de valorizar o dinheiro público, já que foi investido em demasia em uma obra como essa.  

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Rodeios e ExpoJaú: será que ainda compensa?

Segura peão! A lei que proíbe os rodeios em Jaú ainda nem foi sancionada pelo Prefeito Rafael Lunardelli Agostini (PT) e já tem muita gente pressionando vereadores para levar o assunto à uma segunda discussão na Câmara. Um dos que se opõem ao encerramento da prática é o apresentador de um programa popular de TV, que argumenta que o rodeio profissional não deve ser abolido em terras jauenses, pois por ser profissional não caracteriza tortura ou maus tratos aos animais. Ele questiona o projeto de lei e a forma como o processo de votação e apoio do executivo deram maior fluidez à aprovação, que deve ser publicada já na próxima edição do Jornal Oficial de Jahu.

 Boi não voa. E com certeza ele não está pulando de alegria nesta foto

Em contrapartida a Associação Protetora dos Animais de Jaú (Apaja) se mantém firme e utiliza de argumentos científicos. Em sua página oficial no Facebook, a associação emitiu um comunicado firmando sua posição contra os rodeios e utilizou de argumentos científicos como um parecer técnico da presidente da comissão de ética da Faculdade de Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) – clique na imagem abaixo para ler parte do comunicado - o que acirra os ânimos entre os envolvidos na organização da maior prejudicada com o fim dos rodeios: a ExpoJaú.
 
Nós vamos além dos rodeios e queremos questionar a Expo Jaú em sí. Afinal tem muito dinheiro público envolvido na realização da feira (em 2011: R$350 mil – 2012: R$400 mil). Não questionamos a realização da feira, mas sim o fato de que já está na hora de repensar diversos aspectos. Pois mesmo com verbas públicas envolvidas temos estacionamentos caros, entradas para shows a preços não tão convidativos e a cada ano que passa a feira se torna cada vez mais uma feira de barraca de doces e menos uma feira agropecuária. Somente meia dúzia de grandes conglomerados se beneficia de algo que deveria resgatar a cultura das grandes feiras agropecuárias no interior.

Não há estímulo para os comerciantes de Jaú. Os estandes estão caros demais e na Avenida Prefeito Dr. Alfeu Fabris (na frente do recinto) as casas e garagens se tornaram um grande e lucrativo comércio... de doces e bebidas. Me lembro quando eu ainda escrevia para o falecido jornal Bom Dia Jaú, fiz uma matéria sobre o comércio instalado naquela avenida. A constatação foi preocupante. A grande maioria das barracas de doces instaladas ao longo da via eram de empreendedores de fora da cidade, muitos de fora do estado e que vivem das grandes feiras agropecuárias para vender seus quitutes. O meu questionamento na época não foi respondido pelas autoridades: essas pessoas pagam impostos? Quanto é arrecadado? Há fiscalização? O resumo é que é tudo um samba do criolo doido e não há fiscalização nem de impostos, nem da vigilância sanitária, nem dos órgãos de trânsito. Há assaltos, furtos, danos a veículos, ou seja, a ExpoJaú que deveria arrecadar para o município, gera mais prejuízo e mão de obra do que lazer para a população.
Me lembro em 2012, a quantidade de viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorrendo adolescentes bêbados. Segundo a organização do evento, cerca de 250 mil pessoas frequentaram o recinto em 2012 (segundo reportagem do Jornal Comércio do Jahu). Esse valor divido por 7 dias, dá cerca de 35 mil pessoas por dia, cerca de 30% da população. Os outros 70% assistem uma piora no atendimento de urgência, hospitais cheios  e a polícia com seu efetivo atento ao evento. Enfim, será que compensa? Será que não é hora de repensar essa feira e modernizar, fazer algo realmente grandioso para toda a população? Socializar as classes sociais, as “tribos culturais” e mostrar aos outros munícipios como é que se faz um evento organizado e que não danifica os serviços públicos?
Fica a dica de pauta para os jornalistas e para o Prefeito (que eu sei que leem o blog)...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Solução para o lixo é questionável em Jaú


O ex-vereador Carlos Ramos questionou em seu site a destinação de recursos da Prefeitura para o transbordo do lixo de Jaú para outra cidade. Como todos sabem por uma série de omissões dos governos anteriores e, ao que tudo indica, também do atual, a Prefeitura não tem um aterro sanitário e nem uma usina de compostagem. Por esse motivo protela cada vez mais uma solução sustentável para o problema.

Enquanto isso a Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR) Ltda. que é uma empresa que recebe cerca de R$300 mil por mês para transportar o lixo a outro aterro. No site, o ex-membro do legislativo questiona, por meio de uma série de matérias publicadas no Jornal Comércio do Jahu, algumas alterações no contrato de serviço.

Segundo os textos de Ramos, o contrato entre a Prefeitura de Jaú e o Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR) Ltda. para transbordo e transporte diário do lixo residencial da cidade teve o valor alterado. Em 31/10/12 a parceria foi renovada por seis meses com valor de R$ 2,1 milhões, porém em 28/12/12 foi publicada pelo Município alteração que reduziu o total do convênio para R$ 1,2 milhão – redução de 43%.

Com isso o custo tinha sido reduzido a R$200 mil/mês (aproximadamente). Contudo a Prefeitura prorrogou por mais um ano o contrato com a empresa Centro de Gerenciamento de Resíduos Ltda. (CGR). Segundo o site de Ramos, o Departamento de Comunicação da Prefeitura informou ao jornal local que o contrato custará R$ 313,1 mil/mês (R$ 10,4 mil por dia e R$ 3,7 milhões em um ano).

Precisamos de uma usina de compostagem já! Porque o povo é porco e a cidade definha na sujeira. Vou enumerar outras medidas que os cidadãos (e maiores culpados) e o governo (cumplice) também deveriam refletir e criar caminhos para executar:

  • Diminuir a geração de lixo - pequenas ações cotidiano podem ser fundamentais como consumir menos coisas desnecessárias, evitar desperdício de alimentos, reaproveitamento de materia vegetal para compostagem, entre outros;
 
  • Aumentar a coleta seletiva, através de pontos de entrega voluntária, campanhas de conscientização, coleta porta a porta; da mesma forma que eu acho que as empresas do ramo de construção deveriam bancar caçambas comunitárias nos bairros, para reduzir descarte irregular de entulho em terrenos (o que se tornou um grave problema de saúde pública em Jaú);
 
  • Incentivos fiscais para empresas que comercializarem produtos  com menos embalagens, e/ou embalagens 100% recicláveis (e garatir a coletagem e reciclagem das mesmas);
 
  • Pontos de entrega voluntários para coleta do lixo eletrônico, lixo tóxico e lixo perigoso.

Enquanto isso os vereadores Carlos Lampião(PV), Wagner Brasil(DEM) e Lucas Flores (PT) instituiram em Jaú o evento Virada Evangélica. Nada contra, acho importante, mas tem coisa mais importantes na fila!

Como não sou eu a fonte da informação. Dou os créditos: http://www.carlosramos.org/

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobre a Saúde em Jaú

 Na semana passada, infelizmente, tive que utilizar o serviço público de saúde, oferecido pelo Pronto Socorro da Santa Casa de Jaú. Minha mãe, que é hipertensa, apresentava dores agudas no peito e achei prudente recorrer ao hospital. Trocando em miúdos e para não me alongar sobre isso, o tempo total em que ficamos esperando para o atendimento foi de 04h15min. Se fosse algo grave ela teria infartado na fila de espera, desta vez não era (graças a Deus). Mas longe daqui eu criticar o atendimento em sí. Muito pelo contrário, a triagem era ágil, os três médicos estavam atendendo normalmente.
 
Parei para refletir sobre a questão da saúde em Jaú, que é retrato de todo o resto do Brasil, e também está complicada. Cheguei à conclusão de que assim como a educação, o assunto se tornou um verdadeiro jogo de empurra. Ok, vamos por partes! A Prefeitura repassa cerca de R$640 mil por mês para a Santa Casa de Jaú para os atendimentos de urgência e emergência do Pronto Socorro. Ouvi o vereador José Aparecido Segura Ruiz (PTB), que em entrevista à Rádio Jauense, hoje,  comemorou um aumento no repasse que a partir de 01/06 para R$700 mil. Cerca de R$500 mil anuais a mais para o hospital. Ainda segundo o vereador o montante considerado ideal para manutenção das contas do P.S. seria de aproximadamente R$840 mil por mês. É grana demais!
 
Contudo, o grande problema que pude checar pessoalmente, está no volume de pacientes aguardando atendimento. Isso porquê os Postos de Saúde do município não estão atendendo à todo vapor. Outra coisa que percebi é o grande fluxo de viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), adentrando a todo instante o hospital e retardando o atendimento de quem está na espera. Ouvi relatos de pessoas que preferem chamar o Samu em suas residências, pois quase sempre o atendimento é prioritário. Também ví muita gente de cidades da região, vária viaturas chegando a todo instante. E muita gente procurando o Pronto Socorro, sem a real necessidade (polêmico hein).
 
Vídeo do saguão de espera:
video
 
 
Um homem reclamou em voz alta e uma funcionária retrucou com razão “atender gente não é que nem fabricar sapato, não é uma esteira que a gente conserta as pessoas e mandamos embora. Os médicos lidam sob pressão com casos diferentes, eles não tem culpa e isso está fazendo com que outros médicos desistam de trabalhar aqui”, disse a funcionária, que obviamente não vou identificar. De fato, se fizermos esta comparação à demanda é maior que a capacidade de atendimento. Mas o que pode ser feito? Como minha função aqui não é só criticar, eu quero palpitar em alguns aspectos:
É fato, Jaú precisa de mais um hospital com capacidade similar ao da Santa Casa.
Segundo: quem criou o SAMU deveria ter criado uma espécie de Pronto Socorro exclusivo para este serviço.
Porque não há pressão para que as cidades da região, com maior demanda por saúde, modernizem seus hospitais e ofereçam atendimento em suas próprias cidades? Como diria o capitão Rocha, do filme Tropa de Elite 2 “cada cachorro que lamba sua caceta.”
Outra coisa. Por pior que a última gestão da cidade tenha sido horrenda, os postos abertos até às 22h desafogavam e muito o P.S. da Santa Casa. Temos a Policlínica, o P.A.S. do Itamaraty e do Jorge Atalla, equipados para atendimento de urgência. Eu mesmo fui na inauguração de ambos e vi os desfibriladores e equipamentos caríssimos.
Agora é rezar para a solução vir de Cuba. Eu espero que minha mãe aguente até lá...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Conjugações do verbo fiscalizar

Chega ao fim o primeiro bimestre de governo jauense sob o comando do Prefeito Rafael Agostini. Até aqui sem surpresas. Dívidas, justificativas e medidas coesas para evitar rombos e a continuidade de uma mentalidade errônea enraizada no passar dos últimos quatro anos. E já que os tempos são de "vacas magras", a administração da cidade deveria ressuscitar o verbo “fiscalizar”. Não é preciso ir muito longe para enxergar terrenos que se tornaram verdadeiros pântanos, depósitos de lixo e criadouro para todo tipo de espécie nociva à saúde humana.

Além dos terrenos, que em sua grande maioria está assim por falta de uma intensa fiscalização, temos diversos pontos na cidade que se transformaram em problemas para as pessoas que residem perto. Um exemplo é a Avenida Ana Claudina com som alto, veículos em alta velocidade, menores ingerindo bebida alcoólica e drogas. Justo a porta de entrada da cidade. Deixo claro que não sou contra a diversão de ninguém, mas desde que a via não se torne uma tortura para quem simplesmente quer chegar à cidade e precisa se deslocar para os bairros e centro, tudo bem.
Som alto e escapamentos barulhentos podem ser fiscalizados por meio dos aparelhos medidores de ruído, bastante divulgados na última gestão, mas que sinceramente nunca vi ninguém usar. É só dar uma olhada na lei que regulamenta os ruídos e fiscalizar.
A velocidade dos ônibus de transporte público também merece atenção, já que estamos cansados de saber que é sempre MUITO acima do permitido (digo isso como usuário). Os bairros mais afastados da cidade e que ainda não estão plenamente povoados, também se tornaram um reduto de infrações de trânsito e bebedeira. Não é preciso muito, basta ir em um domingo pela manhã ao bairro, e ver as marcas de pneus no chão, garrafas quebradas, preservativos usados e indícios do uso de drogas. Muito disso nem compete à prefeitura, mas acredito que um telefonema pelo menos poderia fazer com que vez ou outra uma viatura fosse a esses locais.
Fiscalizar é muito mais do que correr atrás de bebidas, drogas, infrações de trânsito e alvarás. É mostrar autoridade e mostrar ao contribuinte que o dinheiro dos impostos está fazendo um dos mais importantes (ou deveria ser) setores da administração funcionar. Fazendo valer às leis e decretos publicados todas as semanas pelo Executivo. Acho que se a palavra do governo é ORDEM, eis alguns bons motivos para fiscalizar quem erra, punir e gerar receitas (ainda que pequenas) para realizar os projetos e benfeitorias à parte da população que quer saúde, educação e uma administração transparente. Ainda é cedo para cobrar, mas precisamos nos manter atentos. Precisamos de ordem na cidade e que nós mesmos sejamos os fiscais.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Um colibri me falou que...

Inicio de ano (e de nova gestão) sempre há um desafio um tanto quanto desconfortável, principalmente para as prefeituras que encontram-se em situação delicada nas finanças. No caso de Jaú o prefeito eleito Rafael Lunardelli Agostini (PT) já tomou a primeira iniciativa visando cumprir com o objetivo de sanar as dívidas do município. E assim como ele mesmo havia previsto em seu discurso de posse, no dia 1º de janeiro, isso pode custar a sua popularidade a princípio.

Na tarde de ontem (04), uma reunião definiu a não realização do carnaval de rua em 2013. Representantes das entidades estiveram na Secretaria de Cultura para conversar com o chefe da pasta, Hamilton Chaves. E mesmo com o atraso em uma hora na reunião, não houve sucesso. Segundo informações apuradas, o carnaval de rua será um evento menor na Praça da República com a participação do Grupo Sinhá, que terá o cachê viabilizado graças ao Serviço Social do Comércio (Sesc). Embora bastante impopular essa é a primeira medida de contenção de gastos da nova gestão. A cultura, pelo menos no que concerne ao Carnaval, fica em segundo plano.

Representantes de uma das entidades chegou a comparar a situação do Carnaval de Jaú ao XV de Jaú. "Carnaval de Jaú está que nem o Galo. Na quarta divisão", brincou o folião. 
Vale lembrar que o Carnaval na Gestão do ex-prefeito Osvaldo Franceschi Júnior só teve a adesão do público nos dois primeiros anos da gestão, ainda quando a pasta era gerida pelo ex-secretário André Galvão de França. Nos anos posteriores a festa foi marcada por desprestígio, não repasse de verbas e baixa adesão do público.

Ainda sobre a cultura, a instalação dos aparelhos de ar condicionado no Teatro Municipal Elza Munerato segue paralisada não se sabe por que. Alguns funcionários comentam no local que é necessária a instalação dos forros. Segundo a placa instalada na rampa do teatro a previsão de entrega da obra era para o dia 31 de dezembro de 2012. Serviço este que nem iniciado foi e só é viabilizado com verba de cerca de R$180 mil, do Ministério da Cultura (Minc).

Staff

Outra informação ventilada nos corredores da prefeitura é de que 300 é o número de pessoas que passaram pelo famigerado "Processo Seletivo" para os cargos em comissão da administração. Dentre eles estariam pessoas que trabalharam nas eleições, pessoas indicadas por membros do primeiro escalão e ligadas à vereadores que compoem a situação. O processo consistia no preenchimento de um currículo, descrever de que maneira pode contribuir com a administração, seguida da passagem por um psicólogo. O processo teria sido finalizado na semana passada na sede do Partido dos Trabalhadores (PT).